verbal, não verbal ou artificial

Comunicação em fisioterapia

A comunicação humana é complexa e revestida de imprevisibilidade.

Numa relação terapêutica, a forma e o conteúdo da comunicação do profissional com o utente, incluindo a linguagem verbal e não verbal, podem gerar efeitos benéficos (placebo) ou adversos (nocebo). Estes efeitos influenciam os resultados terapêuticos.

A este respeito, o fisioterapeuta Peter O’Sullivan e colegas desenvolveram um questionário que permite que os profissionais de saúde aprendam que o estilo de comunicação é importante e que as mensagens transmitidas podem ser úteis ou inúteis quando se comunica com pessoas com dor lombar.

Por outro lado, as ferramentas informáticas são infinitamente consistentes na forma e no conteúdo da sua comunicação.

Existem actualmente vários chatbots com inteligência artificial, desenvolvidos para diagnosticar com base nos sintomas do utilizador, podendo fazer a ponte com profissionais de saúde e até recomendar orientações baseadas na evidência científica mais robusta.

Em fisioterapia, como encaramos a previsibilidade dos algoritmos utilizados por sistemas de inteligência artificial em comparação com a complexidade da comunicação humana?

Consideramos integrar aplicações baseadas em chatbots de inteligência artificial na nossa prática clínica?