ZOMBIES, RUN!

O melhor que podemos dar às pessoas que acompanhamos é ajudá-las a atingir a sua capacidade normal de movimento.

E a nossa missão não pode terminar com a reabilitação física.

Enquanto profissionais de saúde temos a obrigação de mostrar a importância vital da adopção de estilos de vida saudável. Temos o dever de incentivar a prática de exercício físico.

Cabe-nos conhecer a pessoa. A sua história, as suas preferências, as suas motivações intrínsecas e os seus objectivos. Mesmo que ela própria não os conheça à primeira vista.

Cabe-nos escutar e fazer as perguntas certas. Cabe-nos ter interesse verdadeiro. Cabe-nos explorar com empenho. Para podermos facilitar a mudança em que acreditamos.

As motivações são individuais. E não são sempre óbvias.

Caminhar. Correr ou nadar. Participar em aulas de Pilates ou de Zumba. Fazer Tai-chi ou Crossfit. Jogar futebol ou quidditch.

quidditch

Ou outra actividade qualquer.

Todas as actividades físicas adequadas àquela pessoa são válidas. Desde que a motivem. Desde que a façam querer mudar.

As ferramentas tecnológicas estão ao dispor da saúde.

As ferramentas tecnológicas estão ao dispor do movimento humano e do exercício físico. Ao dispor da mudança que importa.

Não serão adequadas a todas as pessoas que queremos ajudar. Mas poderão fazer toda a diferença para algumas.

Cabe-nos conhecer os recursos para os podermos escolher.

Existem vários jogos de exercício (exergames) que podem ser usados no domicílio – Wii Fit ou PlayStation VR.

Existem inúmeras aplicações de telemóvel de saúde e bem-estar que planeiam e monitorizam a actividade física – FIIT, a alimentação – MyFitnessPal, o sono – Sleep++, ou que auxiliam a prática de meditação – Headspace.

Existem jogos de telemóvel que usam a realidade aumentada e promovem a actividade física fora de casa – Zombies, Run!, Ingress ou o mais mediático Pokémon GO.

E existem também dispositivos de imersão em realidade virtual especificamente desenhados por fisioterapeutas para reabilitação – como o Gonio VR ou Rewellio.

Que podem ser utilizados na nossa prática clínica.

As ferramentas existem. Podem fazer a diferença para algumas pessoas. Cabe-nos conhecê-las.

Podemos usá-las se forem adequadas para alguma das pessoas que temos o privilégio de ajudar.